A vivência do ser como chave da experiência de sentido. LÄNGLE, Alfried.
LÄNGLE, Alfried. A vivência do ser como chave da experiência de sentido.
O ponto de partida é a fenomenologia do ser, do meu estar-aí (Da-sein) e do meu estar-consciente (Bewusst-sein). Chega-se à constatação do "aqui e agora", aquilo que é, em contraste com a representação paralisante daquilo que poderia ser diferente.
Discerne valores através do deixar-ser. Assombro e agir com disponibilidade para o sentido incondicional não feito por mim. O sentido se faz presente na essência de nosso existir, mas necessita de nossa anuência voluntária.
Quando não se vê um sentido, resta apenas a mera existência. Porém, existir por existir é insuportável.
A logoterapia mostra que os valores podem ser realizados somente no aqui e agora, sendo relevante aceitar o desafio da situação e o fato de sempre encontrar-se com um desafio concreto.
Possibilita-se que surge o instantâneo.
A experiência do ser coloca o homem na base da existência: "Eu sou, e o fato de eu ser por si mesmo já é bom". Pode processar-se sem a participação de outrem com idêntica oportunidade.É experiência básica no amor. Caracteriza-se não pelo desejo de possuir, mas pelo deixar-ser.
É consciente de valor que ele próprio é, também o experimenta, sente. A dignidade humana se funda no seu ser, valor fundamental.
Três dimensões da experiência do ser:
A situação de meu ser-aí: dimensão estática, situação de repouso, desligar-se de tudo. A dinâmica do eu: conscientemente experimentado, perceber-se a si mesmo como sendo. Apreende o ser como algo que lhe é dado e posto à disposição. Presente no mundo de relações. A transcendência do ser-aí: autotranscedência, transcender o mundo para realizar-se a si mesmo.
O "estar exposto" na existência: eu que é um centro de entrega. Entre a alegria e sofrimento existem várias manifestações que são despercebidas por causa da sua trivialidade.
O espaço existencial tridimensional: meu ser-aí. A vivência é percebida na realidade subjetiva de "estar-relacionado-com", de "poder-agir" e de "estar exposto". Para isso, deve "ser e deixar".
A necessidade do sentido: posso dizer não deformando minha realidade, fugindo para outro mundo. Posso dizer sim e pagar-me numa vivência. O meu ser-aí é orientado para o seu original fundamento, sustentado pela alegria. Sentir, seguir numa direção, direcionando-me perceberei a totalidade do ser.
A experiência do sentido é uma realidade totalmente não direcionada, com absoluta abertura. A direção emerge das decisões para valores que torno realidade.
Não só trabalhar, viver, amor, mas também o sofrimento. O sentido nunca é válido para todos. É sempre algo a realizar. Vivenciar o sentido envolve um compromisso. O sentido tem por pressuposto minha inserção em algo por que eu me deixe atrair. Sentido é a realização do meu e essencialmente ainda mais: sentido é a realização do eu através da construção de um mundo.

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