DECIFRANDO O CRISTIANISMO: segredos, símbolos e mistérios
O mundo está repleto de símbolos que permitem e proíbem. Desde os primeiros anos de vida, ensina-se códigos que o homem capaz de interpretar ou decifrar. Mas será que pode-se dizer o mesmo sobre os símbolos do cristianismo presentes na sociedade mundial ou será que estão perdidos neste século?
No inicio do cristianismo conseguir interpretar os símbolos podiam constituir uma questão de vida o morte. Assim, surge uma questão: É REALMENTE O CRISTIANISMO UMA RELIGIÃO DO MISTÉRIO?
Houve antes do cristianismo outras religiões que usaram a mesma expressão: mistério. Já na antiguidade, cada culto tinha suas práticas específicas e seus rituais chamados mistérios, mantidos em segredo. Cada "religião" celebrava a VIDA, a MORTE e o RENASCIMENTO.
Os gregos chamavam de misterium ao lugar sagrado. Também significava algo que está muito mais para além dos limites das probabilidades racionais e do conhecimento. Portanto, pode se dizer que em todas as igrejas de todos os tempos há mistério.
O símbolo é um sinal que comporta um significado além do sentido inicial. É uma coisa concreta, mas que pode transmitir significados abstratos, mais complexos.
Por outro lado, a fé cristã não é um segredo. Distingue-se o mistério e o segredo. O mistério está no centro da existência humana e divina.
Para descobrir os primeiros símbolos cristãos, é preciso recuar dois mil anos até um império que tinha deuses e símbolos diferentes. Roma permitia que existissem muitas religiões desde que fossem tolerantes e não competitivas. Todos os que moravam lá tinham de pagar impostos e honrar os deuses, até o próprio imperador era adorado como deus. Mas ante isso os cristãos diziam: "Respeitar o imperador sim, mas não adorá-lo. Só se adora Deus verdadeiro e único."
No ano 64 d. C., Roma foi destruída por um grande incêndio provocada por Nero, porém este culpou os cristãos e começou a persegui-los. Para as reuniões dos cristãos, era preciso saber quem poderia ajudar, por isso foram inventados os símbolos secretos. Estes símbolos indicavam onde se reuniriam para adorar a Deus. Por exemplo, as letras iniciais das palavras Jesus Cristo Filho de Deus Salvador em grego dão origem a palavra ictis que significa peixe.
No século II, os cristãos foram para o subsolo. Foi aqui que a maior parte do simbolismo cristão se desenvolveu. As catacumbas de Roma ficavam do lado de fora dos muros, lugar onde estava o cemitério da cidade. Era perfeito para um povo que não queria ser encontrado. Os primeiros símbolos que se encontram nos sarcófagos e nas paredes das catacumbas, possivelmente só os cristãos entendiam.
Os romanos criaram a crucifixão para que a morte fosse humilhante e extremadamente dolorosa. Para os primeiros cristãos, a cruz era um símbolo de vergonha. Só depois da conversão do imperador Constantino, a cruz virou símbolo de salvação. Ademais, santa Elena, a mãe de Constantino, foi a que popularizou a cruz. Ela viajou até Jerusalém, encontrou a cruz em que Jesus morreu e a levou para Roma.
A cruz passou de ser sinal de vergonha a ser o sinal mais forte, reconhecido em todo o mundo. Foi aproveitada como símbolo do poder político e como sinal de protesta contra a repressão política e religiosa.
Os mosaicos dos templos são maravilhosos, mas não apenas decorativos. São cartazes de propaganda que usam sempre os cristãos para ganhar pontos na política. Não foi a primeira nem a última vez que os mosaicos seriam utilizados para fins políticos. Ao longo dos anos, Papas, reis e cruzados usaram os símbolos cristãos para provocar guerras santas, convocar tropas para defender Jerusalém e outros lugares sagrados.
No século XVI, Martinho Lutero, um monge alemão, tentou reformar a Igreja. A reforma, que ele conseguiu, dispensou fortemente os símbolos visuais e deu ênfase a palavra de Deus. Assim, produziu-se uma redução acentuada da Iconografia.
O Sagrado Coração de Jesus que, depois da Cruz, é o símbolo mais conhecido pelos cristãos. Não é preciso conhecer uma linguagem específica para saber o que o coração representa: o símbolo do amor, que o conduziu a Cruz. Jesus venceu a morte e o pecado mediante a cruz. Também simboliza a dor. A corona de espinhos representa todas as feridas que nos fizemos-lhe. A ferida do lado é garantia do perdão.
O ícone é uma declaração de que existe o mistério. Mistério que muitas vezes são revelados em fases. Por exemplo, a iniciação ao cristianismo começa com o batismo. Continua com a comunhão do pão e do vinho e Crisma.
Os símbolos cristãos mais poderosos sãos atemporais. Tem significados que transcendem as barreiras linguísticas. Estes símbolos decodificados de modo particular por cada cristão ajuda a guiar os crentes na sua tentativa incessante de pessoal de entender o mistério que é Deus.
As listas de best-seller confirmam que a linguagem simbólica do cristianismo, os mistérios que escondem e revelam, inspira tanto crentes como os que não acreditam.
Tal vez, seja por natureza que os humanos sentem desde a pré-história que há algo maior e mais poderoso que as barreiras das nossas vidas. Alguma entidade sobrenatural profunda e inexplicável.
REFERÊNCIAS
https://www.youtube.com/watch?v=0lbznn0FU-U.
https://www.youtube.com/watch?v=FE7gXB_OSlI.
https://www.youtube.com/watch?v=VapHzEZSfig.
https://www.youtube.com/watch?v=xJkoQFtfJzs.

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