ENTE E ESSÊNCIA- AQUINO- RESUMO

Cap. I 
Distinção do ente e da essência. Maneira como esta se obtém daquela. Divisão do ente em dez gêneros. Substância simples e composta. Substância e acidente. Presença da essência nas substâncias. 
Cap. II 
Substâncias compostas: forma e matéria. Não está só numa, a essência. 
Principio cognoscível é o ente em ato (matéria e forma). Princípio de individuação é a matéria assinalada. Princípio de ser é a forma. A essência do gênero e da espécie diferem pelo assinalado ou não. A designação do indivíduo a respeito da espécie e pela matéria determinada (dimensões), porém, a designação da espécie a respeito do gênero é pela diferença CONSTITUTIVATudo o que está na espécie, está também no gênero como não determinado. Nenhuma parte integral se predica do seu todo. Na medida que está no gênero da substância, por ter três dimensões.  Nas coisas que aquilo que tem uma perfeição aceda também a uma PERFEIÇÃO ULTERIOR, porém será apenas parte sua. O GÊNERO SIGNIFICA INDETERMINADAMENTE O TODO QUE ESTÁ NA ESPÉCIE, POIS NÃO SIGNIFICA APENAS MATÉRIA.  o GÊNERO, A ESPÉCIE E A DIFERÊNCIA estejam proporcionalmente para como a MATÉRIA, A FORMA E O COMPOSTO, na NATUREZA, embora não sejam idênticos a ela. É constituída uma TERCEIRA PARTE que não é nenhuma delas, mas parte delas. Assim, A INTELECÇÃO NÃO RECEBE PREDICADO DAS INTELECÇÕES  A PARTIR DAS QUAIS É CONSTITUÍDA. A matéria prima é denominada uma pela remoção de todas as formas, mas o gênero é denominado uno pela comunidade da forma significada. Pela adição da diferença permanecem diversas as espécies pela essência.  A quididade do composto não é o próprio composto do qual é quididadeprecisa que seja recebida em algo que é a matéria designada. O nome significando aquilo de onde é tomada a natureza da espécie, com exclussão da matéria designada, significa parte formal. Homem e humanidade significam essência, mas de maneira diversa. Homem: como um todo, prescinde de designação da matéria, mas a contém implícita e indistintamente. Assim, predica-se dos indivíduos. Humanidade: como parte, já que contém na sua significação aquilo que pertence ao homem na medida que é homem e prescinde de toda significação da matéria, daí não predicar-se dos indivíduos do homem. Por causa disso a essência encontra-se predicado da coisa e as vezes se nega. 
CAPÍTULO 3  
A ESSÊNCIA no gênero, a espécie e a diferença. 
É impossível que a noção do universal caiba à essência na medida em que é significada a modo de parte. Também, na medida em que é uma certa coisa existente fora dos singulares. Então, cabe na medida em que é significada a modo de TODO, na medida em que contém implícita e indistintamente este todo que está no indivíduo. Esta consideração pode ser entendida de maneira absoluta. Só é verdadeiro o que lhe cabe em quanto tal, do contrário o distinto que lhe for atribuída será falsa. Se a pluralidade fosse da sua inteleção nunca poderia ser uma. Se a unidade fosse da sua noção, não se poderia pluralizar-se em vários.   
É considerada de outro modo: O ser que tem nisto ou aquilo. Assim, algo predica-se dela por acidente em razão daquilo que é. Esta natureza tem duplo ser: um nos singulares, outro na alma. Nos singulares tem também  ser múltiplo de acordo com a diversidade, porém, nenhum destes seres é devido à própria natureza.  É falso dizer: a essência do homem, enquanto tal, tenha o ser neste singular, pois nunca seria fora deste singular. Mas, é verdadeiro dizer que: O homem, não na medida que é homem, obtém o ser neste singular ou naquele ou na alma.  
É claro que A NATUREZA DO HOMEM ABSTRAI DE QUALQUER SER, DE TAL MODO  QUE NÃO HAJA EXCLUSSÃO DE NENHUM DELES. É ESTA NATUREZA, QUE SE PREDICA DE TODOS OS INDIVIDUOS.  
 A NOÇÃO DE ESPÉCIE ADVENHA À NATUREZA HUMANA DE ACORDO COM AQUELE SER QUE TEM NO INTELECTO (uma noção uniforme para com todos os individuos). Por tal relação o intelecto descobre a noção de espécie e lha atribui. "O INTELECTO É QUE PRODUZ A UNIVERSALIDADE NAS COISAS".  
Esta noção universal, na medida que é comparada aos indivíduos fora da alma, é uma certa espécie inteligida particular. A universalidade se dá na medida em que se refere às coisas como semelhança das coisas.  Cabe ao gênero ser predicado por si. A predicação é algo que se completa pela ação do intelecto que compõe e divide. Aquilo que o intelecto atribui a intenção de predicabilidade é aquilo a que o intelecto atribui a intenção de gênero. 
 A ESSÊNCIA OU NATUREZA ESTÁ PARA A NOÇÃO DE ESPÉCIE, POIS É DOS ACIDENTES QUE A ACOMPANHAM EM CONFORMIDADE COM O SER QUE TEM NO INTELECTO, gênero ou diferença. 
CAPÍTULO 4 
RESUMO: MODO COMO HÁ A ESSÊNCIA NAS SUBSTÂNCIAS SEPARADAS (inteligência, alma, causa primeira)SIMPLICIDADE DA CAUSA PRIMEIRA. Substância simplesdestituída de matéria. TOTAL IMUNIDADE DE MATÉRIA. Há, na substância simples, COMPOSIÇÃO DE FORMA E SER. A INTELIGENCIA É O QUE TEM FORMA E SER, toma forma pela própria quididade. Como se da? Um é causa de ser do outro, AQULO QUE TEM NOÇÃO DE CAUSA PODE TER SER SEM O OUTRO, mas reciprocamente não. PRECISO QUE AS ESSÊNCIAS DESTAS SUBSTÂNCIAS SEJAM ALGO DE OUTRO QUE A PRÓPRIA FORMA. 
 A ESSÊNCIA DAS SUBSTÂNCIAS SIMPLES É APENAS A FORMA (1. DIFERÊNÇA) A PA PARTIR DISTO SÃO CAUSADAS AS OUTRAS DUAS DIFRENÇAS. A ESSÊNCIA da sustância simples só e significada com um TODO.  A QUIDIDADE DO SIMPLES É O PRÓPRIO SIMPLES, pois não há algo de outro recebendo-a.  
(Segunda diferença). Como a essência da simples não é recebida na matéria, não pode haver multiplicação. Quanto for os indivíduos, são as espécies. Embora, tais substâncias, sejam apenas forma sem matéria, NÃO HÁ NELAS UMA SIMPLICIDADE COMPLETA NEM SÃO ATO PURO, MAS TEM UMA MISTURA DE POTÊNCIA. Nenhuma essência pode ser inteligida sem aquilo que é parte da essência. Ora, toda essência pode ser inteligida sem que algo seja inteligido do seu ser. O SER É OUTRO EM RELAÇÃO À ESSÊNCIA. 
A não ser que haja alguma coisa cuja QUIDIDADE SEJA O SEU PRÓPRIO SER. E esta deve ser ÚNICA E PRIMEIRA. Este ser (por si subsistentenão receberá adição. Será uma só, mas os noutros seres, um seja o ser e outra a essência (quididade, forma).  
Tudo que cabe a algo, ou é causado pelos princípios da sua natureza ou advém de algum princípio extrínseco. TODA COISA TAL QUE SEU SER É OUTRO QUE SUA NATUREZA, TEM O SER A PARTIR DE OUTRO. É PRECISO ALGUMA COISA QUE SEJA CAUSA DE SER PARA TODAS AS COISAS, QUE SEJA APENAS SER. A CAUSA PRIMEIRA, QUE É DEUS, É APENAS SER E É CAUSA DA INTELIGÊNCIA, QUE É SER E FORMA.   
Existe ato e potência nas INTELIGÊNCIAS, não porém, matéria e forma. Tais substâncias são ditas compostas de PELO-QUE-É E O-QUE-É ou O-QUE-É e SER. Existe uma multidão delas. Há distinção delas entre si, de acordo com o GRAU DE POTÊNCIA E ATO. Quanto mais proxima do primeiro, tem menos potência e mais ATO. Isto, encerra-se na alma: o último grau das substâncias intelectuais. TABULETA NA QUAL NADA ESTÁ ESCRITO.  Depois da alma, encontram-se outras formas que tem mais potência e, portanto, mais próxima da matéria... 


CAPÍTULO 5  
RESUMO: TRÍPLICE MODO DE OBTER ESSÊNCIA NAS SUBSTÂNCIAS 
PRIMEIRO MODO: Há algo cuja essência é seu próprio ser, Deus. Por isso, diz-se que não tem essênciaNão está em nenhum gênero. Dizer que DEUS É APENAS SER não significa que é um universal sem iportancai de defInição. O ser de Deus é de tal condição que NENHUMA ADIÇÃO LHE PODE SER FEITA. SER DISTINTO DE TODO SER. TEM TODAS AS PERFEIÇÕES QUE HÁ EM TODOS OS GÊNEROS, POR ISSO É DITO SIMPLESMENTE PERFEITO. AS TEM DE MODO MAIS EXCÊLENTE QUE TODAS AS COISAS, POIS, NELE, SÃO UM. TEM TODAS AS PERFEIÇÕES NO SEU PRÓPRIO SER. 
SEGUNDO MODO: (ESSÊNCIA NAS SUBSTÂNCIAS CRIADAS INTELECTUAIS): O SER É OUTRO QUE A ESSÊNCIA DELAS, embora a essência seja matéria. SER RECEBIDO (natureza recipiente), imperfeita. FINITAS quanto ser, porém, suas formas não são limitadas à alguma matéria que as receba.  individuação e a multiplicação das almas depende do corpo, mas não ao que se refere ao seu fim. São classificáveis no predicamento, por isso tem gênero, espécie e diferença (esta oculta). Nas coisas sensíveis, as próprias diferenças essências são desconhecidas para o homem. Ora, os acidentes próprios das substâncias imateriais, também. Nas substâncias sensíveis, o gênero é assumido daquilo que é material na coisa, mas a diferença, da forma. Assim, a forma constitui o princípio da diferença, mas não a diferença em si. Nas substâncias imateriais, tem diferença assumida de toda a quididade e não de uma parte. O gênero também é assumido pelo todo, porém de maneira diferente. O grau diverso de perfeição nas próprias formas diversifica a espécie.  
TERCEIRO MODO: A essência NAS SUBSTÂNCIAS COMPOSTAS DE MATÉRIA E FORMA, nas quais o ser é finito, e a natureza é recebida na matéria assinalada. Por isso são finitas e é possível a multiplicação dos indivíduos numa espécie.   

CAPÍTULO 6 
ESSÊNCIA NOS ACIDENTES 
RESUMO: ESSÊNCIA: aquilo que é significado pela definição. Os acidentes tem definição incompleta, porque dependem de um sujeito. Não têm ser por si separado do sujeito. SER ACIDENTAL surge quando o acidente advém ao sujeito.   
Diferença entre as formas substâncias e acidentais. Da conjunção da forma substancial e a matéria surge uma certa ESSÊNCIA. O ser precede ao acidente que advém. Do acidente e do sujeito se faz um uno por acidente. O acidente assim como é ente sob aspecto, é sob aspecto, essência.    
A substância, tendo essência ao máximo, seja causa dos acidentes. 
Os acidentes seguem, principalmente, à forma e, alguns à matéria. Os que se seguem da forma, há alguns que: cujo ser não depende da matéria, outras não tem comunicação com a matéria e outras que sim a tem. Mas, NENHUM ACIDENTE segue-se à matéria sem comunicação com ela. 
Os acidentes que seguem a matéria tem DIVERSIDADE. Pois alguns seguem de acordo com a ordem que tem de acordo com a forma especial, cuja diversidade se reduz à matéria. No entanto, alguns seguem-na de acordo com a ordem que tem para com uma forma geral e, portanto removida a forma especial, permanecem nela. Os acidentes que seguem à matéria são acidentes do INDIVÍDUO. No entanto, os seguem à forma são afecções própria do GÊNERO ou espécie. 
As vezes, os acidentes são causados pelos princípios essências conforma um ato perfeito. As vezes, o complemento advém de um agente exterior, quando assim, a aptidão é acidente inseparável, mas o complemento é separável. 
O gênero, a espécie e o individuo são tomadas no acidente de maneira diversa às substâncias. A forma ou a matéria estão deste modo, por redução. Do acidente e do sujeito não se faz uno por si, então não pode ser classificada. Os nomes acidentais não serem postos num predicamento como gênero, a não ser por redução, mas apenas em medida que são significados em abstrato. 
É preciso que o gênero primeiro seja tomado do próprio modo de ser. As diferenças são tomadas neles da diversidade dos princípios pelos quais são causados. E como são causados pelo sujeito, este é posto em definição em lugar da diferença, na medida em que são tomadas em abstrato. No entanto, seria o contrário se fosse tomado em concreto. Se um acidente for princípio de outro acidente, aconteceria algo parecido a isso. Mas como os princípios próprios dos acidentes nem sempre estão manifestos, toma-se as vezes as diferenças dos acidentes dos seus EFEITOS. 

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