Filosofia Helenística

Filosofia Helenística- Resumo do vídeo 
 Alexandre Magno expande a cultura da Grécia transformando-a num grande império que chega até as portas da Índia. Nesse período, ele mistura as distintas culturas entre si e, portanto, percebe-se, na filosofia, influencias das culturas orientais tanto comdas ocidentaisFoi assim que o ideal grego de cidade-estado desaparece porque estavam todos envolvidos dentro de um grande império 
Durante dominação macedônica ou período helenístico desenvolveram-se quatro escolas filosóficas importantes. Todas elas tinham uma preocupação comum, embora estivessem fragmentado a filosofia. Esse interesse comum era  obter a paz interior que os gregos chamavam de  ataraxia. 
A primeira escola representa o cinismo, que não tem nada a ver com a significação de nosso vocabulário atualExistem dois nomes importantes de filósofos cínicos: o primeiro é Antístenes, que foi discípulo de Sócrates e o criador de cinismo; o segundo é Diógenes de Sínope. 
Os cínicos vieram que fugir dos conceitos criados pelo homem e a fuga da sociedade pode trazer a paz do espírito. Ademais, pensam em aquilo que pode tirar do homem a paz de espíritoDiógenes homem que viveu isolado, vivia dentro de um barril e os animais eram sua principais companhia. Ele chega a seguinte conclusão: o dia a dia do homem é perturbado, por isso deve buscar uma naturalidade maior, algo que realmente importaPara ele não importava essa construção ou convenção social  que oprime ao próprio homem.  
Existe um passagem que destaca esse desrespeito às convenções. Diz-se que Alexandre Magno, logo de ter ouvido falar de Diógenes, num dos seus viagens, foi a visitá-lo e prometeu-lhe dar o que este quisesse pedir. Por sua vez, Diógenes, que estava nu e tomando sol no seu barril,  pediu para Alexandre que saísse do seu frente porque estava impedindo que a luz do sol chega-se até ele.  
segunda escola defende o ceticismo que formou-se com Pirro de Élis e Sexto Empírico, denominando-a ceticismo pirrônico. Os céticos, quando não conseguiam superar um empasse entre duas ideias opostas de igual valor e com a mesma razão, faziam proposta de suspender o juízo para encontrar a paz de espírito. 
Esta escola que pesquisa e procura entender não é uma filosofia dogmática (que assegura já ter obtido a verdade) nem acadêmica ou platônica que nega a possiblidade de ser alcançada s verdade. É uma filosofia preocupada em buscar o que constituem as ideias, tal vez sem se comprometer tanto. Resumindo, o cético busca a verdade, que é a própria base da filosofia, só que nessa busca aparece o conflito entre teorias e, devido a isso, o cínico mantem certa equivalência das teorias por meio da suspensão do juízo, para assim obter a Paz do espírito. 
A terceira escola apresentava o epicurismo. Os epicuristas, baseados nas ideias de seu mestre, propõem a busca dos prazeres no dia dia, mas também sem exagerar e sem abusar, como a fonte de alimentação da  alma ou da paz de espírito. Esta é a única escola que presenta o prazer como ideal de vida, ao passo que todos os demais os negaram. 
Epicuro fala que negar os prazeres é  violência contra a própria alma,  porque os prazeres formam parte do homem e são elas as que fazem a vida suportável, porém estes prazeres não são abusivos, já que se assim fosse também tirariam a paz. Para Epicuro os prazeres estão nas coisas mais simples da vida. Ele enumera vários tipos de virtude, por exemplo, comer algo do que se gosta, mas sem exagerar. Ter boa companhia na hora da refeição ou ter amigos. Ninguém deve viver isolado, e, em cada dia, precisa se ter um momento de reflexão filosófica, de contemplação.  Existe uma frase muito conhecida dele que diz: "dai-me um pedaço de queijo, que com ele posso fazer uma festa para me banquetear", ou seja, deve-se aproveitar o mínimo que possa trazer prazer.  
Por outro lado, o estoicismo, a mais influente de todas as escolas, mantem que deve-se aceitar tudo aquilo que não da para modificar e, por sua vez, modificar o que esteja à alçada do homem, ou seja, o que é-lhe próprio.Tem como representante principal Zenão de Cício, este influirá também em outros autores romanos como Séneca, Cícero, Marco Aurélio. 
Eles mantinham que as coisas estavam ligadas por uma razão divina. Zenão coloca o exemplo de uma árvore cujas raízes representam o conhecimento físico ou da natureza que é mais fenomênico e sensível. O tronco seria a lógica que é a base de tudo e os frutos representam os princípios éticos. Em poucas palavras, embora a raiz do pensamento do homem esteja no mundo físico, é raciocinando sobre estes fenômenos da realidade que se encontrará o modo de viver bem de acordo com os princípios éticos. 
racionamento está ligado à razão divina, todo o que acontece na vida tem uma razão divina.  Ao vez de que homem se revele contra a morte, o sofrimento, ele deve aceitar com sabedoria e se importar com as coisas que pode modificar. Então, não se deve importar com a opinião dos outros, com os obstáculos que a vida lhe coloca, mas importar-se com sua mente. Daquilo que homem deve-se importar, deve ter coragem de enfrentá-lo. 
Importando-se com as coisas que o homem pode, chega a encontrar a paz do espírito e não alcançando as coisas que estão ao seu alcance ainda obtém a paz. O homem está sometido a leis universais do universo e, portanto deve aceitá-las.  
Referência 
Aula 09- Filosofias Helenistícas. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pgZyBV-zMvYAcessado em: 16-05-2017, 17: 05 horas. 
  

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