História cultural do brinquedo e brincadeira: relações com a antropologia cultural

História cultural do brinquedo e brincadeira 
relações com a antropologia cultural 

Para compreender o homem na sua cultura, é necessário considerá-lo em todas as suas dimensões e relações: época, espaço geográfico, tipo de sociedade, economia, etc. O texto, contextualizado na cultura da Alemanha, apresenta a obra de Karl Gröber sobre a História do Brinquedo e a brincadeira. 
Como consideração geral, tem-se que as crianças são partes de povo e da classe a que pertencem. O brinquedo infantil é um diálogo mudo, baseado em signos, entre a criança e o povo. 
relação entre a arte popular e a concepção infantil é fundamental. Ademais, o mundo perceptivo da criança está marcado pelos traços da geração anterior e se confronta com eles; o mesmo ocorre com as brincadeiras.  
Considera-se o condicionamento do brinquedo pela cultura econômica e pela cultura técnica das coletividades. O brinquedo como produção para a criança e não da criança. Por exemplo, quanto mais atraentes são os brinquedos, mais se afastam dos instrumentos de brincar, já que somente graças a imaginação da criança se transformaram em brinquedos. 
O brinquedo foi imposto, pelo adulto, à criança. As necessidades infantis não criam brinquedos. Os adultos invocavam supostas necessidades da criança para satisfazer suas próprias necessidades pueris. Perceba-se que, a o século XIX, a criança como ser inteligente era totalmente desconhecida, o adulto era o ideal proposto para a criança. A seriedade era esfera adequada para a criança. Assim, aparece no brinquedo o humor subalterno, como expressão daquela insegurança típica daquele burguês em seu convívio com as crianças. 
A simplicidade não estava na forma dos brinquedos e sim na transparência do seu processo de produção, que varia segundo as distintas regiões e depende pouco do local de elaboração, assim, a simplicidade tem a ver com a técnica. Caracteriza-se a arte daquele tempo com técnicas primitivas e materiais grosseiros. Para alguns, a arte popular nada mais é que um bem cultural vulgarizado.  
Por fim, a lei da repetição que rege o mundo da brincadeira é a essência para a criança, para a pessoa humanaA brincadeira é a origem do hábito e o hábito, por sua vez, conserva resíduos da brincadeira.  

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