Os quatro tipos de conhecimento
Os quatro tipos de conhecimento
Enfatiza-se que "todo conhecimento tem sua validade e importância". A partir desta consideração, far-se-á uma breve caracterização e apreciação de cada tipo de conhecimento.
Em primeiro lugar, o conhecimento popular ou empírico apresenta uma característica peculiar, a inexatidão. Assim, ele é o começo da relação entre a razão e os sentidos, posto que ele se conforma com as imagens superficiais das coisas e não se questiona as causas. É, portanto, o mais presente na maioria das pessoas, pois o conhecimento popular se obtém ao longo da toda vida de maneira fácil e inclusive até desapercebida.
Em segundo lugar, o conhecimento científico mostra-se aproximadamente exato e trabalha com o contingente. Vai além do fato atingindo as causas e a composição das manifestações. Por isso, são dignas de ser admiradas as todas contribuições sui generis feitas pelos grandes cientistas como: Aristóteles, Bacon, Ampère, Darwin, Einstein, etc., que deixaram inscrito seus nomes no livro da história da humanidade.
Este tipo de conhecimento chama muito mais a atenção, posto que por meio dele se pode mudar grande parte da história da humanidade, independentemente de um juízo moral. Por exemplo, as tecnologias de hoje , que facilitam a vida em relação a outros tempos, são legados intelectuais dos cientistas.
Em terceiro lugar, o conhecimento filosófico se distingue, principalmente, por ser racional e buscar interpretações das questões imensuráveis.
Assim, iniciar uma pesquisa tendo como base o conhecimento filosófico resulta muito eficiente, já que ao questionar e buscar sentido, respostas a tudo, ela possui exatidão e não precisa-se verificar seu objeto de estudo, aliás, é autossuficiente.
Em quarto lugar, o conhecimento religioso ou teológico denota um modo inspiracional. Em razão de que se apoia em doutrinas sagradas e reveladas por uma divindade, e isso torna-o infalível e indiscutível. Nela todo está dado, mas a questão consiste em entendê-las. Por exemplo, num restaurante, o conhecimento religioso seria parecido ao prato feito.
Para concluir, é preciso falar sobre a complementariedade entre os tipos de conhecimento, porque isto não só é possível, mas também é necessária para obter uma perspectiva ampla e um bagagem aprofundado. Exempli gratia, quem quiser estabelecer uma pesquisa autêntica não pode prescindir de certos tipos de conhecimento, mas deve tomar de cada um deles aquilo que seja-lhe preciso. Porque cada tipo tem uma qualidade própria não presente nas outras.
Termina-se com as mesmas palavras com as que se começou esta apreciação. Ademais, agrega-se que se bem parecem ter, os tipos de conhecimento, uma certa hierarquia ou ordem, não poder-se-ia julgar qual é o melhor porque todos são importantes e válidos.
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