PLATÃO, MÊNON- RESUMO.
Platão, Mênon
Resumo
Sócrates tem um longo diálogo com Mênon, ademais, por alguns momentos, com um escravo de Mênon e com Ânito, anfitrião de Mênon. Nesta conversa, Mênon questiona, a Sócrates, a possiblidade de que a virtude possa ser ensinada.
Para isso, Sócrates, primeiramente, pede Mênon uma definição de virtude e, a partir das quatro diferentes respostas que este da, aquele irá construindo uma definição possível de virtude para assim saber se é ou não ensinada.
Afirma-se, na obra, que o homem não é virtuoso por natureza, já que o homem é virtuoso por ciência ou por opinião correta, nenhuma das quais é por natureza. Ademais, não há mestres que a ensinam, logo a virtude parece não ser ciência. Mas a virtude é um bem; como só há duas coisas capazes de guiar o homem corretamente- a ciência e a opinião verdadeira- se a virtude não é ciência, é uma feliz opinião.
Usa-se como exemplo um escravo de Mênon para comprovar a tese de que não há ensinamento, mas rememoração. Existe na pessoa opiniões verdadeiras, que, sendo despertadas pelo questionamento, se tornam ciência. Então, a pessoa só deve relembrar todo o que já tinha-se conhecido, ou seja, a conclusão sobre a virtude pode ser ensinada é negativa.
A Virtude seria por concessão divina, porém, antes de saber de que maneira a virtude advém aos homens, primeiro deve-se pesquisar o que é a virtude em si e por si mesma.
Características da filosofia apresentada pelo autor através do personagem Sócrates
Aparecem elementos como a preexistência da alma e a reminiscência. Considerando que alma é imortal, afirma-se que não há o que ela não tinha apreendido nos diversos lugar onde esteve, por exemplo no Hades. Mas a alma só precisa rememorar aquelas coisas que antes já conhecia. Desse modo, aprendizado trona-se rememoração e o conhecimento, reconhecimento.
Examinar as questões a partir de uma hipótese, proposição que será aprovada ou refutada. Nada Sócrates fez além de perguntar, mas essas perguntas eram tão bem elaboradas que dirigiam ao interlocutor á aporia. Acentua-se a aporia como essencial para que se possa adquirir o conhecimento. Pois, alguém que deseja conhecer e ciente de que não sabe procurará conhecimento. E é nessa aporia alheia que Sócrates ajuda como obstetra das ideias, partus mentis.
Em resumo, isto é o pensamento ressaltante. Primeiramente, o método socrático, consistente na ironia e na maiêutica, e, em segundo lugar, a gnosiologia baseada na reminiscência.
Comentarios
Publicar un comentario