SÓCRATES, QUEM ELE FOI
SÓCRATES, QUEM ELE FOI
Introdução
Toda pesquisa sobre Sócrates adquire relevância, já que ele será estudado sempre que exista a filosofia e, portanto, sempre surgira a questão: quem foi em verdade Sócrates? O seguinte trabalho é realizado a partir de três obras da antiguidade que apresentam distintas imagens da pessoa Sócrates. Ademais, se da uma opinião pessoal de como deve ser considerado Sócrates.
Se dará uma síntese de cada livro, na seguinte ordem: Platão, A Defesa de Sócrates: discurso de Sócrates no tribunal antes de sua condena; Xenofonte, A Apologia de Sócrates: Apologia de Sócrates que busca reabilitar sua pessoa frente à cidade de Atenas, e Aristófanes, As Nuvens: teatro que acaba com Sócrates dizendo que é o mais canalha dos sofistas.
- O Homem Sócrates da Defesa
A sacerdotisa do templo de Delfos falou par Querofonte que não existia ninguém mais sábio que Sócrates. Ele comprovou isso ao questionar ao mais sábio.
Ao mais reputados pouco falava por ser os mais desprovidos.
Ele era como era, não como outros que se consideravam sábios, mas eram ignorantes. O sábio é deus, pouco valor tem o conhecimento humano.
Fez essa pesquisa PERGUNTANDO, provando que não é sábio a que acredia sê-lo.
Vive uma pobreza extrema ao serviço do deus. Os moços ricos tinham prazer em ouví-lo.
O fato de tornar-se odioso para os "sábios" demostra a verdade de sua fala. Posto que a verdade não era acetada por quem falhava.
Justifica a sua vida, seu pensamento comparando-se com Aquiles, quem decidiu lutar contra Heitor ariscando-se à morte antes que viver na desonra.
"Quando a gente toma uma posição deve permanecer diante do perigo". Ante a possibilidade de deixar libre Sócrates com a condição de não filosofar, ele responde-se a si mesmo que obedece ao deus antes que aos homens., jamais deixará de filosofar, exortar, ensinar fazendo ver aos que pensam ser sábios que não o são.
Reprender a seus concidadãos por estimar menos o que vale mais e mais o que vale menos. Se aferra inteiramente a cidade por ordem divina, para não cessar de despertar, Persuadir e reprender a cuidar da VIRTUDE.
Tentou persuadir a cuidar aquilo que é próprio de cada um para ser melhor, menos daquilo que é seu, menos dos interesses do povo, mas do próprio povo.
Não teve medo da morte, transigência nenhuma com a justiça e por não ceder teria perecido.
Da conselhos em particular e não a uma multidão porque é inspirado por um deus, issa voz barra-lhe da política. Participou como membro do conselho dos Quinhentos onde foi o único em estar em contra de uma ação ilegal. Ele houvesse morto antes se tomasse parte da política como homem batido pela justiça.
Nunca foi mestre nem se opôs alguém ouvir sua tarefa. Muitos gostavam de ouvi-lo porque examinava os que supunham ser sábios.
Não levou parentes nem filhos para pedir piedade, não por presunção nem por menos preço, mas por CALMA e por HONRA. Sócrates, se distingue do comum dos homens por alguma coisa. Além de honra, não pareceu-lhe justo pedir absolvição. Sua condenação não foi para ele inesperado. Com uma transposição de trinta votos ele estaria absolvido.
O homem propõe a pena de morte, mas ele que condena se daria? Achou que algo de bom deveria ser a sentença verdadeiramente proporcionada ao mérito, adequado a sua pessoa. Um pobre, ser sustentado no Pritaneu. Sentença com justiça.
Esteve convencido de que não fez nada malo a ninguém por querer, mas não conseguiu convencer disso aos juízes. Tampouco fez má; a se mesmo, portanto, não dirá contra se que mereça algum mal, nem proporá pena alguma. Não multa, porque não tem como pagar, desterro, não porque os outros povos não suportariam-o, nem expulso da cidade, porque é velho.
Sócrates perdeu-se por falta de descaro e não por falte de discurso.
Foi um bem a morte e não um mal. Morte: nada ou migração da alma. A possibilidade de encontrar-se com outros que sofreram iniquidade, torna-se felicidade.
Pede educar os seus filhos assim como ele insistiu com seus amigos.
"Bem, é chegada a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem segue o melhor rumo é segredo para todos, menos para a divindade".
- O Homem Sócrates da Apologia
Determinação na sua apologia e na sua morte.
Nobre altivez de seu linguagem, concorda com suas ideias. Viveu sem cometer injustiça, assim preparou a sua apologia. Tentou preparar uma apologia, mas se opôs o seu demônio.
Ninguém até esse momento viveu melhor que ele na justiça e piedade.
Tributo à velhice era morrer nesse momento, morte mais suave, sem deixar nenhuma impressão penosa. Preferiu morrer a mendigar servilmente a vida que poderia ser mil vezes pior que a morte.
Ensinava sem retribuição todo o que podia de bem, nunca fez mal ninguém nem tornou mas vicioso. Aos que choravam por ele falou que deste seu nascimento a natureza o senteçava à morte.
Prefere que o vejam morrer injustamente antes que morra condenado justamente. "Verdadeiro vencedor é aquele que durante toda a vida não cessou de praticar ações úteis e honestas".
- O Homem Sócrates das Nuvens
Considera que se a gente der algum dinheiro (Sócrates e seu grupo), eles ensinam a vencer com discurso nas causas justas e injustas.
Sócrates andava descalço, adoptou um costume de espartano.
A crítica da comedia compara-o com aqueles que Sócrates tanto tinha lutado. "Os que aparentam sabe, mas não sabem".
Dois raciocínios: fortes e fracos, este último era o discuros que vence nas causas injustas.
Sócrates mede o salto de uma pulga, descobre que o mosquito canta pelo rabo.
Seus discípulos procuram o que está debaixo da terra.
Sócrates anda pelos ares e de cima olha o sol, mas isso foi interpretado como impiedade por referir-se ao deus Hélio.
˜As nuvens˜ são divindades dos socráticos. Invoca três deuses: Ar, Éter, Nuvens. Para Sócrates só as nuvens são deusas, todo o resto são lorotas. Nem Zeus existe.
Homens charlatães de coisas celestes. Sócrates a modo de exame faz perguntas.
Pedagogo sem ética. Quase um sacerdote das deusas nuvens.
Tenta-se persuadir que é preciso dar morte a Sócrates por caber-lhe todos os maus adjetivos que possam existir.
- Sócrates: Herói ou Bandido?
Se bem é impossível, a partir das fontes bibliográficas que hoje se tem, saber como foi em realidade Sócrates, considerar-se-ia Sócrates da seguinte maneira.
Um cara que marcou a história do pensamento filosófico, que fez dividir o pensamento em antes, durante e depois dele. Justamente, porque rompeu com todo o ruim existente nesse momento e ressignificou o bom e válido já existente.
Se ele houvesse sido um mero charlatão, porque haveria de ter uma influencia maior de tantos outros melhores oradores e com mais capacidade mental? Portanto, deduz-se que ele, com certeza, que ele era diferente. Ademais, tinha um dom que foi é e será digno de ser louvado: a humildade.
A partir desta consideração poder-se-ia afirmar que verdadeiramente foi um homem de pobreza material, mas de grande riqueza racional. Uma pessoa moída de sofrer pelos abusos a que outros faziam a terra que o viu nascer e, depois, morrer. Homem de profunda alteridade, humanidade, desejoso do bem da sua amada Polis e dos sujos.
Embora em algum momento da sua vida pôde ter sido uma espécie de bandido, é claro que isso ficaria esquecido, já que colocando na balança toda sua vida, resulta maior os bens e as virtudes deste.
Um herói, porém, ele não pode ser estimado, em absoluto um predecessor de Jesus Cristo porque não tem nada a ver, embora procure-se achar parecido.
Um herói que deu exemplo com sua vida e comoveu com sua morte injusta, homem que preferiu dar sua vida pela verdade. Um autêntico testemunho, um salvador daquilo que pôde ter sido o fim da filosofia, em seu sentido etimologico.
Conclusão
Depois de ter analisado os três livros e dado uma opinião crítica conclui-se o trabalho. É importante ressaltar a grande contribuição pessoal que se recebe ao ler textos clássicos e bagagem que é oferecido para compreender o pensamento que será desarrolhado por outros filósofos como Platão.
Sócrates um herói, mas não de Marvel. Um homem virtuoso, no entanto um Jesus Cristo pagão. Um exemplo de compromisso com à verdade, porém não perfeito, já que pôde haver tido um passado escuro.
A consigna é considerá-lo nem semideus nem patifão, todavia homem virtuoso modelo de amor à sabedoria.
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